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Niterói acolhe o exilado “Trem do Samba”



Ricardo de Moraes

Queridos e qualificados leitores, desde novembro quando a cidade comemorou os seus 446 anos, o samba ganhou destaque por aqui.

Nas comemorações do aniversário, em Icaraí, as escolas de samba se fizeram presentes.

No final do mês a Império de Charitas foi fundada numa linda festa.

Sob o comando de seu presidente Alessandro Português, a amarelo e branco de Charitas promete pisar forte no carnaval da Rua da Conceição, pra sair rapidamente do Grupo de Avaliação. Com o enredo “Charitas – O Império canta o amor ao próximo”, assinado pelo carnavalesco Eliezer Rodrigues, desejamos sorte à escola caçula do samba no Brasil.

Bem-vinda Império de Charitas.

Mas o samba “causou” muito mais na cidade.

Exilado do Rio de Janeiro, que sofre com o desapreço pelo samba que tem o prefeito de lá, o Trem do Samba parou na estação Niterói.

Tradicional manifestação cultural no Rio, o Trem do Samba tem origem numa roda de samba, que era feita nas composições ferroviárias. As rodas eram promovidas por trabalhadores que, de volta à casa, utilizando aquele meio de transporte e liderados por Paulo da Portela, tocavam, cantavam e sambavam, no trajeto da estação Central ao bairro de Oswaldo Cruz.

Essa tradição ficou perdida por algum tempo, mas foi resgatada por sambistas como o saudoso Renatinho Partideiro (do Cacique de Ramos) e Marquinhos de Oswaldo Cruz (da Portela) na década de 1990.

Com o Trem do Samba também veio a Feira das Yabás e Niterói provou dos quitutes de várias barracas das tradicionais cozinheiras do samba do Rio de Janeiro.

Mas não ficou só nisso, a programação dirigida por Marquinhos de Oswaldo Cruz, contou com rodas de samba consagradas como Cadongueiro, além da Filhos de Sinhá e Samba o Vale.

Ouras atrações ficaram por conta de sambistas com grande projeção no cenário nacional como: Marquinhos Diniz e a Velha Guarda da Portela, Sombrinha e Roberta Sá no dia 30 e Osvaldinho da Cuíca e os queridos Zé Luiz do Império e Nelson Rufino no dia 1, encerrando com Arlindinho Cruz e o showzaço de Leci Brandão.

Um capítulo à parte, o show de Leci foi MARAVILHOSO. Quem não foi PERDEU!

Mais que uma opção, trazer o Trem do Samba pra Niterói, num cenário de terra arrasada como o do Rio de Janeiro, tem que ser considerada como uma ação vitoriosa. Foi um grande acerto da prefeitura de Niterói, para além de dar oportunidade da população entrar em contato com o que há de melhor no samba brasileiro, também cumpriu um papel importante em mostrar como se trata com respeito e dignidade aos sambistas.

Triste é constatar que há lugares em que essas duas palavrinhas – respeito e dignidade – passam ao largo quando se trata de cultura, quanto mais de cultura popular. Mas vamos em frente.

As festas de final de ano estão chegando e a boa dica é curtir todos os sambas de enredo, de todos os lugares, prestigiando não só o samba de sua escola de coração, mas também àquela escola de samba mais próxima de sua casa, de seu birro, fazendo crescer o respeito e a dignidade ao sambista e gerando oportunidades nos locais.

Grande abraço.

Queridos e qualificados leitores, desde novembro quando a cidade comemorou os seus 446 anos, o samba ganhou destaque por aqui.

Nas comemorações do aniversário, em Icaraí, as escolas de samba se fizeram presentes.

No final do mês a Império de Charitas foi fundada numa linda festa.

Sob o comando de seu presidente Alessandro Português, a amarelo e branco de Charitas promete pisar forte no carnaval da Rua da Conceição, pra sair rapidamente do Grupo de Avaliação. Com o enredo “Charitas – O Império canta o amor ao próximo”, assinado pelo carnavalesco Eliezer Rodrigues, desejamos sorte à escola caçula do samba no Brasil.

Bem-vinda Império de Charitas.

Mas o samba “causou” muito mais na cidade.

Exilado do Rio de Janeiro, que sofre com o desapreço pelo samba que tem o prefeito de lá, o Trem do Samba parou na estação Niterói.

Tradicional manifestação cultural no Rio, o Trem do Samba tem origem numa roda de samba, que era feita nas composições ferroviárias. As rodas eram promovidas por trabalhadores que, de volta à casa, utilizando aquele meio de transporte e liderados por Paulo da Portela, tocavam, cantavam e sambavam, no trajeto da estação Central ao bairro de Oswaldo Cruz.

Essa tradição ficou perdida por algum tempo, mas foi resgatada por sambistas como o saudoso Renatinho Partideiro (do Cacique de Ramos) e Marquinhos de Oswaldo Cruz (da Portela) na década de 1990.

Com o Trem do Samba também veio a Feira das Yabás e Niterói provou dos quitutes de várias barracas das tradicionais cozinheiras do samba do Rio de Janeiro.

Mas não ficou só nisso, a programação dirigida por Marquinhos de Oswaldo Cruz, contou com rodas de samba consagradas como Cadongueiro, além da Filhos de Sinhá e Samba o Vale.

Ouras atrações ficaram por conta de sambistas com grande projeção no cenário nacional como: Marquinhos Diniz e a Velha Guarda da Portela, Sombrinha e Roberta Sá no dia 30 e Osvaldinho da Cuíca e os queridos Zé Luiz do Império e Nelson Rufino no dia 1, encerrando com Arlindinho Cruz e o showzaço de Leci Brandão.

Um capítulo à parte, o show de Leci foi MARAVILHOSO. Quem não foi PERDEU!

Mais que uma opção, trazer o Trem do Samba pra Niterói, num cenário de terra arrasada como o do Rio de Janeiro, tem que ser considerada como uma ação vitoriosa. Foi um grande acerto da prefeitura de Niterói, para além de dar oportunidade da população entrar em contato com o que há de melhor no samba brasileiro, também cumpriu um papel importante em mostrar como se trata com respeito e dignidade aos sambistas.

Triste é constatar que há lugares em que essas duas palavrinhas – respeito e dignidade – passam ao largo quando se trata de cultura, quanto mais de cultura popular. Mas vamos em frente.

As festas de final de ano estão chegando e a boa dica é curtir todos os sambas de enredo, de todos os lugares, prestigiando não só o samba de sua escola de coração, mas também àquela escola de samba mais próxima de sua casa, de seu birro, fazendo crescer o respeito e a dignidade ao sambista e gerando oportunidades nos locais.

Grande abraço.

*Ricardo de Moraes: Produtor Cultural, especialista em docência do ensino superior e diretor presidente do Centro de Referência Carioca do Samba

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