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Niterói anuncia investimento de R$ 398 milhões em sustentabilidade e contenção de encostas



Intervenções fazem parte do eixo Clima e Resiliência do Plano 450, que contempla ainda a substituição de 150 veículos da frota municipal por carros elétricos, modernização do Centro de Monitoramento da Defesa Civil e projetos para mitigar a emissão de gases poluentes

Obras de contenção de encostas, modernização do Centro de Monitoramento de Operações da Defesa Civil, substituição de veículos da frota municipal por carros elétricos e projetos que visam a mitigar a emissão de gases estão entre as iniciativas do eixo Clima e Resiliência do plano Niterói 450 anos, que o prefeito Axel Grael anunciou nesta quarta-feira (23). Para as ações previstas, o aporte do Município será de R$ 398 milhões no período de 2022 a 2024. Deste total, as obras de contenção de encostas terão os maiores investimentos: R$ 302 milhões.

“Essas obras de contenção de encostas dão continuidade ao programa iniciado em 2013, quando foram feitos investimentos na ordem de R$ 500 milhões ao longo dos últimos anos. Niterói tem hoje um dos maiores programas em termos de investimentos de proteção geotécnica Vamos atualizar e complementar o mapeamento de risco para deslizamento e alagamento”, enfatizou Grael.

O fortalecimento do Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado de Preservação das Áreas Verdes (Gecopav) da Prefeitura de Niterói, que previne a ocupação de áreas de risco, também faz parte das ações. Serão R$ 6 milhões destinados para a compra de equipamentos e reforço na estrutura logística da Guarda Municipal Ambiental, além da implantação de uma sede, que irá funcionar no Engenho do Mato.


Monitoramento meteorológico

 Já o Centro de Monitoramento de Operações da Defesa Civil Municipal vai receber um radar meteorológico. Atualmente, a cidade utiliza o radar do Rio de Janeiro e a previsão é que o novo equipamento passe a operar ainda este ano.

“Este equipamento vai permitir uma precisão maior na identificação da aproximação de núcleos de chuva e dimensionando o volume de água”, explicou o secretário municipal de Defesa Civil, Walace Medeiros.  

A cidade também vai passar a contar com mais três estações meteorológicas automáticas. No momento, há duas em operação: uma no Parque das Águas, no Centro, e outra no Preventório, em Charitas. Os novos equipamentos serão instalados em Pendotiba, Zona Norte e Região Oceânica.

Qualidade do ar – Outra novidade é a aquisição de estações de monitoramento da qualidade do ar. Serão três estações automáticas e seis semiautomáticas. Esses equipamentos medem a concentração de vários gases como o metano e, principalmente, o ar particulado (poeira).

No total, este conjunto de investimento para o monitoramento meteorológico e de qualidade do ar terá aporte de R$ 18,5 milhões. “Este conjunto de investimentos é para que a gente tenha maior capacidade de monitoramento e prevenção meteorológica na cidade. É a tecnologia nos ajudando a ser mais resilientes”, pontuou Medeiros.

Combate a queimadas – As ações de prevenção e combate a queimadas serão intensificadas neste eixo do programa Niterói 450 anos. Com investimento de cerca de R$ 5 milhões, o Município vai adquirir veículos equipados para aumentar a capacidade de eliminação de focos iniciais de queimadas e rondas preventivas, além de dois drones de alta capacidade que serão usados para orientar as equipes de solo no combate a esses incêndios e avaliar o dano causado.  

“Niterói tem mais de 50% de seu território protegido com unidades de conservação. É fundamental que a gente tenha um programa eficiente de combate a queimadas. Já temos o programa Niterói Contra Queimadas, que a Defesa Civil coordena envolvendo também a Secretaria de Meio Ambiente e a Secretaria de Ordem Pública. Outra estratégia é um convênio com o Corpo de Bombeiros, no qual a Prefeitura paga o RAS para os profissionais em situação de folga, como é feito com os policiais, e que será mantido”, explicou Medeiros.

Encosta verde – Outra ação deste eixo é o desenvolvimento de um programa que combina o reflorestamento de encostas com a implantação de uma usina solar, com investimento de R$ 10 milhões. Com esta iniciativa, a ideia é produzir energia nesses locais e uma boa parte do resultado dessa produção vai beneficiar a própria comunidade. O Morro Boa Vista, localizado entre o Centro e o Fonseca, será a primeira comunidade a receber o projeto.

Carros elétricos

 Mais um destaque deste eixo é a substituição de veículos da frota municipal por carros elétricos. A meta é ter 150 carros elétricos até 2024 em diferentes órgãos da Prefeitura. A Guarda Municipal receberá os primeiros veículos. A ideia, explicou o prefeito, é que carros elétricos serão abastecidos por energia produzida na Cidade da Ordem Pública, sede da Guarda, com produção de energia solar fotovoltaica.

“Estamos dando prioridade aos veículos de uso mais intenso, como a Guarda Municipal, já que os carros convencionais emitem mais poluentes. Serão investidos R$ 45 milhões na compra desses carros e na infraestrutura para carregar esses veículos com energia produzida em prédios públicos”, afirmou Axel Grael.    

Energia solar – A utilização de energia solar fotovoltaica, inclusive, é o carro-chefe de mais dois projetos: Fazenda Solar e Teto Solar. O objetivo, de acordo com o secretário municipal do Clima, Luciano Paez, é tentar mitigar as emissões de gases na cidade e aumentar o consumo de energia de origem sustentável.

Para colocar em prática o projeto Fazenda Solar, que terá aporte de R$ 6 milhões, será firmada uma parceria com empresa geradora de energia fotovoltaica. A iniciativa prevê a instalação de sistema de geração de energia fotovoltaica conectado à rede da concessionária local. A expectativa é a geração de energia dimensionada de aproximadamente 180 megawatt.

No projeto Teto Solar, a ideia é aproveitar a disponibilidade dos prédios públicos para geração fotovoltaica. A meta é chegar a 800 placas instaladas até 2024. Serão 40 unidades com consumo médio de mil Kwh/mês. O investimento do Município será de R$ 1 milhão.


Educação Climática

 A Prefeitura também elaborou um Programa Municipal de Educação Climática, com o desenvolvimento de ações em setores como comércio, serviço, indústria, clube e organizações da sociedade civil. A meta é atingir 110 instituições até 2024.

“Nossa ideia é trabalhar através de instituições como a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) para chegar ao comércio e estimular ações positivas que possam contribuir para as questões climáticas e dar orientações sobre ações que eles possam criar para reduzir, por exemplo, a emissão de gases poluentes”, destacou o prefeito.

A iniciativa inclui, ainda, o projeto Escola no Clima. A primeira unidade da rede municipal a receber o programa é a Escola Professor Marcos Waldemar de Freitas. Será feito um inventário de plano de ação climática para a unidade, além de capacitação de professores e alunos, e a produção de material didático para inserção do tema “mudanças climáticas” no currículo escolar.

Neutralização de carbono – A Prefeitura criou também um Programa Municipal de Neutralização de carbono comunitário, que prevê entre outras ações, a elaboração de um plano de metas para redução de emissões de gases na comunidade e a estruturação de inventários domiciliares. Com investimento de R$3 milhões, o programa será iniciado pelo bairro do Caramujo com atividades no Parque Esportivo.    

“Vamos desenvolver ações de caráter educativo feito nas comunidades que vão desde a prevenção de queimadas, plantios comunitários para compensação de emissões”, disse Luciano Paez.

Outra iniciativa é o Programa Municipal de Certificação de Neutralização de Emissões de Gases de Efeito Estufa. “Esse é um programa de reconhecimento de iniciativas que já existem na cidade. É importante para nosso inventário da cidade para ir certificando essas iniciativas para uma estratégia climática. Com isso, você estimula as pessoas a terem ainda mais iniciativas neste sentido”, concluiu Paez.

Participaram ainda da apresentação do Plano o secretário Executivo da Prefeitura, Bira Marques, o secretário municipal de Ordem Pública, Paulo Henrique Moraes, de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, o presidente da Emusa, Paulo César Carrera,  a secretária do Escritório de Gestão de Projetos da Prefeitura, Valéria Braga, e o vereador Leandro Portugal.  

Foto: Douglas Macedo

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