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Banco de Alimentos arrecadou mais de 41 toneladas em seis meses



Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, a Prefeitura de Niterói manteve os programas de segurança alimentar como prioridade. Dentre as ações, está o Banco de Alimentos Herbert de Souza. O banco recebe doações por meio de parcerias firmadas com redes de supermercados, promotores de eventos, espaços públicos e a Coordenadoria de Eventos da Prefeitura. Só no primeiro semestre de 2021, o banco arrecadou mais de 41 toneladas de alimentos. Em todo o ano de 2020, foram pouco mais de 34 toneladas. Esse número representa um aumento de mais de 20% na arrecadação. Os alimentos são entregues para instituições que atendem crianças, adolescentes, adultos, idosos e famílias pré-cadastradas.

O secretário municipal de Assistência Social e Economia Solidária (SMASES), Vilde Dorian, destaca a importância do banco de alimentos dentro da política de segurança alimentar de Niterói.

“A Política de Segurança Alimentar em Niterói trabalha em duas grandes frentes: uma com os equipamentos da Prefeitura já estabelecidos na cidade, como o Banco de Alimentos Herbert de Souza e o Restaurante Popular Jorge Amado, e a do benefício eventual da entrega das cestas básicas. O banco de alimentos atende a diversas organizações da sociedade civil que também trabalham, junto com as demais ações da SMASES, com uma rede de proteção às famílias em situação de vulnerabilidade social”, informa o secretário.

O Banco de Alimentos Herbert de Souza não faz atendimento direto à população. A partir do que é recebido pelas parcerias, são montados kits de acordo com as necessidades de cada instituição conveniada. Entretanto, na pandemia foi necessário adaptar o serviço com a entrega de cestas básicas para as famílias atendidas. Atualmente, o banco contempla 17 instituições que atendem, de forma direta ou indireta, quase 10 mil pessoas entre crianças, adolescentes, adultos, idosos e famílias pré-cadastradas, por mês, em diversos pontos da cidade.

Em 2019, o banco de alimentos chegou a arrecadar quase 50 toneladas de alimentos. Com a pandemia, em 2020, as doações diminuíram devido à falta de eventos culturais (uma das formas de arrecadação) e foram recebidas pouco mais de 34 toneladas de alimentos. Em 2021, a administração do banco de alimentos vem reforçando as parcerias com comerciantes da cidade, seja de pequeno ou grande porte, para aumentar a arrecadação. Só no primeiro semestre, já foram 41,308 toneladas recebidas no espaço. Esse quantitativo está diretamente relacionado ao convênio firmado com o Ceasa-RJ. Essa parceria, através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), fornece cerca de 3 toneladas de alimentos da agricultura familiar por mês, de forma quinzenal.

O subsecretário de Segurança Alimentar e Nutricional do município, Igor Barcellos, ressalta que o programa está sempre em busca de novas parcerias e formas de arrecadação para ampliar o atendimento às instituições conveniadas.

“Estamos em busca de mais parcerias, desde os grandes hipermercados aos mercadinhos de bairro. Recebemos produtos com avarias, que estão próprios para consumo, mas que, por alguns pequenos defeitos na embalagem, como um furo ou um amassado, acabam não sendo vendidos. O mesmo vale para produtos que estão perto da data de vencimento. Dessa forma a gente consegue dar uma destinação para eles. Assim, combatemos o desperdício e contribuímos para a alimentação de muitas famílias. Esse ano, com as novas parcerias, já conseguimos arrecadar mais alimentos do que em todo 2020 e esperamos aumentar esse número”, frisa o subsecretário.

Todo alimento recebido passa por um processo de limpeza e higienização com álcool 70%. Depois, os itens são separados para avaliar a validade e o estado da embalagem. Os alimentos in natura como frutas, legumes e verduras que chegam em perfeito estado para consumo e são lavados e separados para doação.

Com a arrecadação maior, as doações às instituições também aumentam. Em 2021, já foram 34,24 toneladas de alimentos doados neste primeiro semestre, ao passo que, em 2020, foram entregues pouco menos de 31,20 toneladas.

Sobre o banco de alimentos – Para se cadastrar, representantes de instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social devem comparecer à sede do banco na Rua Padre Anchieta, 65, Centro. Além dos documentos necessários, a instituição precisa ser cadastrada no Conselho da área de atuação (criança e adolescente, idoso, etc), no Conselho Municipal de Assistência Social do município, e ter inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e possuir cozinha para manipular e cozinhar os alimentos doados. Informações pelo bancodealimentos@smases.niteroi.rj.gov.br.

O nome Banco de Alimentos Herbert de Souza foi inspirado no sociólogo e ativista dos direitos humanos brasileiro, conhecido como Betinho, que, durante anos, dedicou a vida ao projeto Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida.


Foto: Berg Silva

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