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Lula e Simone Tebet: agronegócio e meio ambiente devem andar juntos

Em entrevista coletiva, ex-presidente e senadora defendem produção sustentável e de baixo carbono para evitar que as portas do mercado…

Em entrevista coletiva, ex-presidente e senadora defendem produção sustentável e de baixo carbono para evitar que as portas do mercado europeu se fechem aos produtos nacionais

Em coletiva conjunta na tarde desta sexta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a senadora Simone Tebet (MDB-MS) destacaram a importância do agronegócio e da convivência com o meio ambiente para sobrevivência do próprio segmento e para atração de investimentos ao país.

“O problema grave hoje é que o agronegócio pode ser vítima do próprio agronegócio se não tivermos empresários com a mentalidade de que o planeta está pedindo socorro. A questão do clima não é mais secundária, mas de sobrevivência da humanidade e produzir uma agricultura saudável e de baixo carbono é obrigação nossa”, destacou o ex-presidente. Lula lembrou o legado de seus governos com investimentos para diferentes nichos produtivos, financiamento de máquinas e equipamentos e securitização de dívidas que poderiam ter quebrado o setor, ressaltando a importância do agronegócio.

Consciência ambiental

A senadora Simone Tebet afirmou que é do agro e que está pronta para desmistificar o que chamou de “tese equivocada que só interessa ao atual presidente da República” de que agronegócio e meio ambiente são opostos, quando na realidade devem andar juntos.

“Sem esse desenvolvimento sustentável nós não temos chuva e temos perdas nas nossas safras. Nos últimos dois anos, do meu estado, Mato Grosso do Sul, até o Rio grande do Sul, tivemos uma perda, de algo em torno de produtividade de R$ 60 bilhões. Não foi o poder público que perdeu, foi o agronegócio que perdeu R$ 60 bilhões”, disse ela.

Segundo Tebet, o próprio agro começa a tomar consciência de que, se o Brasil não mudar e não focar na questão da sustentabilidade, da proteção da Amazônia e do desmatamento ilegal zero, o agronegócio vai ter portas fechadas na Europa e nos países para os quais o Brasil exporta.

Atração de investimentos

“Nós estamos no limite do prazo para poder cumprir o acordo de Paris e regras claras de rastreabilidade, de selo verde. Se não as nossas carnes, por exemplo, não vão ser aceitas nas gôndolas dos supermercados europeus. Nós temos essa consciência, o agro tem essa consciência e sabe que o presidente Lula, tem condições, através da sua equipe, voltar a abrir o olhar de quem está de fora, especialmente de recursos e investimentos estrangeiros no Brasil”, reconheceu a senadora.

De acordo com ela, há muita gente querendo investir no Brasil e, preservando a Amazônia, tendo em vista a importância do agronegócio, o dinheiro vem. Tebet disse estar disposta a ajudar nesse debate e disse não ter dúvida de que seja possível reverter o quadro de maioria do agro apoiando Bolsonaro. “Nós podemos reverter detalhando claramente o programa de governo do presidente Lula para o agronegócio”.

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