Entender a Terra é compreender o mundo
Poucos fenômenos naturais despertam tanta curiosidade e temor quanto um terremoto. Em poucos segundos, a força da natureza se manifesta de forma intensa e imprevisível. Embora o abalo costume durar pouco, para quem o vivencia a sensação é de que o tempo simplesmente parou.
Os terremotos são resultado da movimentação das placas tectônicas, enormes blocos que formam a crosta terrestre. Esse deslocamento é impulsionado pelas correntes de convecção existentes no interior da Terra. Quando a tensão acumulada entre essas placas é liberada, surgem ondas sísmicas que fazem o solo tremer. Esses movimentos podem ocorrer por colisão (limites convergentes) ou por afastamento (limites divergentes), e sua intensidade varia de acordo com a quantidade de energia liberada e com as características geológicas da região.
No Brasil, é comum ouvirmos que não existem terremotos, vulcões ou qualquer possibilidade de tsunami. Na realidade, estamos localizados praticamente no centro da Placa Sul-Americana, o que reduz significativamente a ocorrência de grandes tremores. Por isso, os abalos registrados em nosso território costumam ser de baixa intensidade. O país possui vulcões extintos ou inativos e, embora um tsunami na costa brasileira seja extremamente improvável, ele não pode ser totalmente descartado pela ciência.
Na noite de 24 de junho de 2026, a Venezuela foi atingida por dois fortes terremotos. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os tremores alcançaram magnitudes de 7,2 e 7,5, separados por apenas 39 segundos. O desastre deixou milhares de vítimas entre mortos e feridos, além de provocar grandes danos materiais e mobilizar equipes de resgate em diversas regiões do país.
A intensidade dos tremores foi tão grande que eles foram sentidos também na Colômbia, em países da América Central e até mesmo na Região Norte do Brasil. Felizmente, devido à distância do epicentro, não houve danos significativos em território brasileiro.
Países como Japão, Chile e Indonésia convivem frequentemente com terremotos. Nesses locais, esses fenômenos reforçam a importância do planejamento urbano, da qualidade das construções, dos sistemas de monitoramento e alerta e da preparação da população. Em muitos casos, não é apenas a força do tremor que determina o número de vítimas, mas o grau de prevenção existente. O Japão é um dos maiores exemplos mundiais de investimento em pesquisa, monitoramento e educação para reduzir os impactos desses eventos naturais.
É justamente por isso que estudar Geografia vai muito além de memorizar conceitos. Compreender a dinâmica da Terra significa interpretar acontecimentos, analisar informações e entender como a ciência influencia diretamente a vida das pessoas. Quando um estudante entende por que um terremoto acontece, ele também desenvolve uma forma mais crítica de observar o mundo e de compreender os desafios da sociedade.
Essa é a Geografia que acreditamos fazer a diferença na formação dos nossos estudantes. No Ensino Médio do Colégio Paulo Freire, os conteúdos são trabalhados de forma contextualizada, relacionando teoria e atualidade, ciência e sociedade. Preparamos nossos estudantes para responder às questões do Enem e dos vestibulares, despertando a curiosidade científica e formando jovens capazes de pensar e interpretar a realidade com autonomia.
Os resultados aparecem naturalmente. Não por acaso, no ENEM 2025 o Colégio Paulo Freire conquistou o 1º lugar Absoluto na Região Oceânica de Niterói e 1º Lugar em Niterói, entre as escolas com 30 e 59 alunos participantes. Mais do que um excelente desempenho, esse reconhecimento confirma a força de um projeto pedagógico que alia excelência acadêmica, pensamento crítico e aprendizagem significativa, preparando os estudantes para os desafios da universidade, da vida profissional e da cidadania.
A Terra continuará em constante movimento. Novos terremotos acontecerão, montanhas continuarão a se formar e o planeta seguirá transformando sua própria história. A nós, cabe continuar fazendo aquilo que sempre fez a diferença: estudar, compreender e preparar as novas gerações para interpretar o mundo com conhecimento, senso crítico e responsabilidade. Antes de prever os movimentos da Terra, a educação ensina algo ainda mais importante: como encontrar nosso lugar no mundo.
Quer enviar uma queixa ou denúncia, ou conteúdo de interesse coletivo, escreva para noticia@diariodeniteroi.com.br ou utilize um dos canais do menu "Contatos".