A riqueza das culturas africanas e afro-diaspóricas tomou conta do Reserva Cultural, em Niterói. Nesta quinta-feira (29), a Sala Nelson Pereira dos Santos recebeu a segunda edição do One Love Áfrika Festival – OLÁ Fest. O evento reuniu música, arte, moda, empreendedorismo e troca de saberes, buscando combater a visão estereotipada da África como um continente preso ao passado, reafirmando a força contemporânea, urbana e inovadora da região.
Com apresentação de Karen Pacheco, de Cabo Verde, o OLÁ Fest reuniu cerca de 300 pessoas e transitou por gêneros como afrobeats, amapiano, jembê, Ijexá e samba, entre outros. No palco, artistas do Brasil, como a baiana Maryzelia, que une a potência do samba e das raízes afro-brasileiras; os DJs Nikão e Shaddai e os artistas Vitória, Alane e Carlos. Entre os convidados estrangeiros, Trevor Gudkid (Gana); Dandy BJ (República do Benin); Yassine Lagraf (Argélia); Papy (Senegal); Bash (Nigéria) e Queen Lilian e Chacha (Guiné Equatorial). O poeta e escritor Salém, da República Democrática do Congo, trouxe a força da oralidade e da narrativa africana contemporânea.
Mais do que um evento, o OLÁ Fest está se consolidando como um movimento de união, reconhecimento e celebração da cultura africana, em suas múltiplas expressões – do ancestral ao futurista, do local ao global. Além disso, o festival promove o reconhecimento da África como potência criativa conectada ao presente e protagonista do agora.
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