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O setor funerário em transformação


Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços Funerários do Estado do Rio de Janeiro detalha o impacto da reforma tributária, as lições deixadas pela pandemia e a importância do associativismo

A experiência acumulada ao longo de mais de 45 anos no setor funerário pautou a participação de Ladário José Magalhães no mais recente episódio do videocast O Rio Pod+, da Fecomércio RJ. O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços Funerários do Estado do Rio de Janeiro (SEFERJ) apresenta uma análise consistente sobre os desafios, avanços e a importância de uma atividade essencial para a dignidade humana. Durante a entrevista, Ladário destaca as transformações do segmento ao longo das décadas e chama atenção para a ainda limitada visibilidade do setor, tanto na sociedade quanto na agenda pública, apesar de sua relevância estratégica.

Um dos temas centrais da conversa com a jornalista Mariana Procópio foi o impacto da reforma tributária no serviço funerário. Ladário José Magalhães revela a preocupação do setor com a carga de impostos, que poderia saltar de aproximadamente 8% para 27% sem uma articulação adequada. Graças ao trabalho de representatividade em Brasília, o segmento conseguiu ser enquadrado em uma categoria de saúde, garantindo uma redução de 60% na alíquota.

“É um caminho que abre perspectivas, mas o empresário precisa estar atento aos modelos de enquadramento nos próximos anos”, alertou o dirigente.

A entrevista também mergulha nas duras lições da pandemia de Covid-19. O presidente do SEFERJ relembra os desafios logísticos e humanos enfrentados pelos agentes funerários — o “último elo da cadeia” —, desde a explosão nos preços de EPIs (um capuz de proteção saltou de R$ 17 para R$ 154) até a carga emocional de lidar com rituais de despedida interrompidos. Ele fala, com pesar, da falta de reconhecimento público à categoria, que trabalhou ininterruptamente na linha de frente durante a crise sanitária.

À frente de um novo mandato (2026-2030), Ladário José Magalhães destaca como prioridade o fortalecimento do associativismo. Com cerca de 500 empresas atuando no estado, o sindicato busca expandir sua base para além do município do Rio, levando convenções coletivas e suporte jurídico para o interior.

“Um sindicato forte precisa da participação de todos. Nossas decisões impactam o mercado inteiro”, explica.

O episódio também aborda a modernização do setor, como o aumento na procura por cremações — que subiu de 8% para cerca de 13% no pós-pandemia — e a ascensão do mercado pet. Segundo Ladário, o serviço funerário para animais de estimação é uma tendência consolidada que exige profissionalismo e visão estratégica dos empresários locais.

Assista ao episódio completo em https://www.youtube.com/watch?v=YM6od7W49_A

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