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Escola da Família reforça importância da Paternidade Ativa


O programa Escola da Família, que incentiva a prática da parentalidade sem violência, promoveu o Encontro de Formação Permanente: Paternidade Ativa, em dois dias (segunda, 13; e terça, 14), no auditório do NIEPS, na Policlínica Sylvio Picanço, Centro de Niterói.

À convite do Escritório de Gestão de Projetos da Prefeitura de Niterói, o grupo Urban 95 foi convidado para apresentar o Programa Pé de Infância que consiste em caixas de ferramentas online sobre a primeira infância e criação parental. As expositoras Isabella Gregory e Rafaela Pacola iniciaram trazendo uma provocação: “se você tivesse o tamanho de uma criança de 3 anos, como você veria sua cidade?”.

Focando na caixa de ferramenta “Papai Tá Aqui”, as duas trouxeram dados alarmantes sobre a masculinidade: a associação com a violência e os altos índices de suicídio e alcoolismo. E os homens sofrem calados… Estima-se que 7 em 10 homens não confessam seus próprios medos.

O Pé de Infância fornece vasto material para ser instrumentalizado pelos profissionais de saúde para que sejam incentivadas práticas de sensibilidade dos pais e rodas de conversa com os mesmos – tudo em busca de uma paternidade mais ativa. O conteúdo é disponibilizado gratuitamente no https://pedeinfancia.urban95.org.br/papai-ta-aqui/

Gerente do projeto Escola da Família, Zezé Pereira, comentou sobre o distanciamento do homem dentro dos dispositivos de saúde: “é um grande desafio pensar nas estratégias para atingir o homem. Precisamos fazer um chamado aos servidores de saúde homens para atrair a população masculina” – aproveitando também para comemorar que o programa Escola da Família segue para mais uma etapa, agora em fase de abertura de edital.

O afastamento do homem das unidades de saúde foi comentado com humor pela assistente social da UBS Engenhoca, Adriana do Rosário. Segundo ela, uma vez a equipe foi até o bar próximo da UBS para tentarem contato com os homens: “falamos de vacinação, preservativos, câncer de próstata e paternidade”. Fica a dica para os demais profissionais saírem dos muros de suas unidades para atingir mais pessoas.

Em seguida, o pediatra Pedro Angelo contou suas experiências, enaltecendo a observação de muitos casais unidos na Maternidade Municipal Alzira Reis. Entre seus relatos, citou a frase do Moises Groisman: “tudo começa e termina na família”.

Já Hugo Costa, do eixo de violência da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covig), trouxe a importância do preenchimento da notificação de agressões em crianças, marcando também o “abandono afetivo” quando assim for identificado.

Por fim, a técnica da Escola da Família, Claudia Marcia, expôs sobre direitos, como a recém conquistada ampliação da licença paternidade; o salário paternidade; a aquisição de benefício quando da morte do pai; a licença prolongada; o acúmulo de férias; e etc. Em sequência, Claudia trabalhou com o monitoramento e o fluxo de cadastro dos dados do programa Escola de Família que devem ser feitos mensalmente e pelo ponto focal de cada unidade de saúde.

É na perspectiva de um novo olhar sobre a criação das crianças niteroienses que o programa Escola da Família se desdobra. Incentiva-se a prática de uma parentalidade sem o uso da violência, valoriza-se a participação paterna no desenvolvimento da criança e é incentivado a união familiar como pilar da sociedade. O programa faz parte do Pacto Niterói Contra a Violência, que a gestão municipal estabeleceu, com diversas ações intersetoriais, para frear a violência em seus variados aspectos.

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