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Getulinho atua em doença falciforme e recebe bombeiros


O Hospital Getúlio Vargas Filho (Getulinho) realizou duas ações importantes em em sua unidade que é referência em pediatria no RJ. No dia 25/06 – dentro dos trabalhos de conscientização sobre a doença falciforme (que tem como data oficial: 19/06) – uma grande atividade sobre a doença aconteceu. Já no dia 1º de julho, bombeiros foram até o hospital para realizar instruções contra afogamentos.

Falciforme – Causadora de alterações genéticas e hereditárias do sangue, é bom sempre reforçar que a forma ideal de diagnosticar a doença falciforme é até os 5 dias de vida do bebê, através do teste do pezinho. Outro ponto a reforçar é a importância das doações de sangue destinadas aos falcêmicos.

Como é uma doença que afeta mais a população negra, é importante as entidades de saúde estarem sintonizadas com os organismos públicos em políticas de raça, como nos trabalhos feitos nas secretarias de igualdade racial, assessorias técnicas e coordenações.

As mais de 50 pessoas presenciaram uma verdadeira aula sobre o tema realizada pela hematologista, Fernanda Catta-Preta. Ela ressaltou a importância do surgimento da medicação hidroxiureia, que aumentou consideravelmente a qualidade de vida dos falcêmicos.

Outras formas de tratamento foram citadas, como penicilina, ácido fólico, vacinação e vitamina D. Como é uma doença que causa muitas dores, é importante garantir, através dessas medicações, o maior bem-estar possível.

Uma das convidadas, Gisele Moreira, Masters Speciality Pharma, que realiza o licenciamento da hidroxiureia, afirmou que essa medicação está no SUS e é um direitos dos pacientes.

Pela importância da alimentação saudável, a nutricionista do hospital Alexandra Bueno incentivou o uso folato (vitamina B9): essencial para a síntese de DNA e a formação de novas células. Ele atua na medula óssea para a produção saudável de hemácias (glóbulos vermelhos) e leucócitos (glóbulos brancos) protegendo o sistema imunológico. O mesmo acompanha, obviamente, o consumo frutas e verduras – ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes. A hidratação com água também é, evidentemente, uma recomendação chave.

Na odontologia, a dentista Lia Amora afirma que para falcêmicos o cuidado oral deve ter a atenção dobrada pela doença levar para necroses e obstruções – ela trouxe essas questões de forma interativa com o uso de fotos e “verdades e mentiras”.

Diretora do hospital, Julienne Martins ressaltou o papel de referência no cuidado da doença pelo Getulinho: “é um acompanhamento que acontece da melhor forma possível garantindo ao máximo uma vida normal”.

A assistente social Denise Melo aproveitou a oportunidade para informar que em breve será formado um grupo de pacientes com a doença, que vai se reunir para troca de experiências e prática de exercícios, ao mote do grupo “Diabetes entre nós” que já existe no hospital.

Durante todo o mês, um cartaz desenvolvido pela Pedagogia Hospitalar ilustrou os corredores do ambulatório informando para a população sobre o histórico da doença e seu caráter hereditário.

Conversa afetiva com pacientes e pais – Na segunda etapa do evento, pais e usuários convidados vieram contar suas vivências e percalços em seus tratamentos. Foi uma tentativa sair um pouco da conversa científica, para humanizar com os processos individuais – riquíssimos para a visão geral da doença e a superação de preconceitos.

O sorriso da menina Olivia Brito enfeitava a sala. Era o sorriso de quem estava com a doença crônica controlada. Confraternizando com outras profissionais que cuidam dela no hospital, Olivia distribuía “tchauzinhos” e olhava curiosa para tudo e todos. Acompanhada do pai e da mãe, o progenitor Renato André era só elogios: “Essa roda de conversa é excelente, extremamente importante, para podermos aprimorar e obter mais conhecimento sobre essa doença. Agradeço ao hospital por essa oportunidade”.

Outras mães também acharam o encontro muito enriquecedor e esclarecedor – tendo adquirido novas informações sobre a doença. Aproveitaram, inclusive, para reforçar os elogios à equipe multiprofissional do Getulinho, sempre tão comprometida.

Afogamentos – Na quarta (02), uma equipe de bombeiros vieram à unidade contar sobre seu trabalho e, principalmente, dar dicas contra os afogamentos. Interagindo com as crianças, iniciaram de forma lúdica perguntando se trabalhariam como bombeiros.

Além das praias, a piscina é um perigo em que os pais precisam estar atentos – evitando o uso excessivo dos celulares, que distraem, ao acompanhar seus filhos enquanto estão nas águas.

Uma das crianças participantes, Richard da Silva, lembrou da importância das bandeiras mesmo quando a maré está baixa. Foi a deixa para os bombeiros apresentarem cada uma das cores delas e o que ela significa:

  • VERMELHO: alto risco
  • VERDE: baixo risco
  • AMARELO: médio risco
  • ROXA: presença de animais marinhos (a equipe presente confessou que já presenciou bichos como pinguim, leão marinho e águas vivas)

Alertados foram sobre o fenômeno do “canto de pedra”, quando o mar parece estar calmo nas margens entre os rochedos mas a água pode aumentar seu volume, causar corrente de retorno e machucar os banhistas – em Niterói, a praia de Itacoatiara é especialmente vista com cuidado.

Sob o riso de todos, o paciente Richard foi considerado um futuro bombeiro.

O capitão Pablo Filgueiras afirmou: “as crianças são o motor de prevenção – e é o nosso público alvo: crianças e adolescentes. Então esse trabalho de prevenção que é justamente para fazermos menos salvamentos”

Ferramentas essenciais utilizadas pelos mesmos foram citadas: a primeira, o turbo de resgate, usada na hora do salvamento; a segunda, que foi distribuída para observação para as crianças presentes, para a alegria das mesmas, foram os binóculos e por fim, o apito, em que os bombeiros usam para avisar de longe dos perigos do mar. Em situações mais extremas, jet-ski e helicópteros também são envolvidos.

É bom deixar claro: as pernas das crianças ainda não tem sustentação – portanto, uma onda se bate nelas, facilmente as carregam para uma situação de afogamento. Pais, portanto, devem ficar sempre em alerta.

Por fim, a equipe ressaltou o papel importância da imprensa para o relato à população, nesse importante processo de conscientização contra os afogamentos.

Foto: Rudá Lemos

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