FM O Dia expande operação multiplataforma e reforça pioneirismo sendo a maior rádio do país
Rádio 3.0 reuniu na programação nomes como Mumuzinho, Tiee, David Brazil, MC Smith e MC Frank em projetos que conectam rádio, internet e música.
Enquanto grande parte do mercado ainda tentava entender como o digital impactaria o rádio, Tuka Carvalho já enxergava que o futuro da comunicação passaria pela integração entre conteúdo, presença e distribuição. Muito antes do termo Rádio 3.0 ganhar espaço nas discussões do mercado, o executivo ajudava a transformar a FM O Dia, a maior rádio do país, em um ecossistema que hoje conecta FM, YouTube, plataformas digitais, redes sociais, streaming, eventos e produção audiovisual em
tempo real.
O movimento não aconteceu apenas como adaptação tecnológica, mas como mudança de linguagem e comportamento. Na prática, a rádio deixou de existir somente no dial para ocupar diferentes espaços de consumo, transformando programas em conteúdo sob demanda, entrevistas em cortes virais e comunicadores em creators com forte presença digital.
“Durante muito tempo, o rádio foi tratado apenas como transmissão. Mas o público mudou completamente a forma de consumir conteúdo. Hoje, a audiência quer assistir, comentar, compartilhar, rever depois, acompanhar bastidor e sentir proximidade. O rádio precisou entender que não bastava mais estar ao vivo. Era necessário criar essa experiência”, afirma Tuka Carvalho.
Sob essa lógica, a FM O Dia passou a estruturar uma operação diária em que tudo vira conteúdo. O estúdio se transforma em cenário, a entrevista vira vídeo, o programa gera cortes instantaneamente e o comunicador deixa de ocupar apenas o microfone para construir presença em múltiplas plataformas.
Nos últimos dias, a emissora intensificou essa engrenagem com uma sequência de
produções que reforçam a potência do modelo multiplataforma. Entre os conteúdos
estão edições do “Bulldog Show”, com Leandrinho, Athirson, Fui Clear, Digão e
Ninja; o “Mundo Fã”, com Tiee e BenzaDeus; “A Casa Caiu”, com Mumuzinho; “O
Que Tá Rolando”, com MC Frank e MC Smith; além da “Farofa do Gago”, comandada
por David Brazil e Maguzinho.
Outro braço importante dessa estratégia é a “Pagodeira”, considerada atualmente um dos maiores canais de lançamentos de pagode para grupos, artistas e independentes, além das coberturas de grandes labels, bastidores e gravações audiovisuais do mercado musical. A emissora também desenvolve projetos próprios como o “Pagode Pra Sempre”, que reúne artistas como Gustavo Lins, TentaSamba, Swing & Simpatia, Sociedade do Samba e Pique Novo em conteúdos voltados para YouTube,
plataformas e eventos.
Para Tuka, o rádio contemporâneo deixou de competir apenas com outras emissoras e passou a disputar atenção dentro de um ambiente dominado por algoritmo, velocidade e excesso de informação. “Hoje, qualquer marca de comunicação precisa
pensar em conteúdo, distribuição e presença ao mesmo tempo. Não adianta criar algo bom se você não entende como aquilo circula, como conversa com a audiência e como ocupa diferentes plataformas”, explica.
Ele também acredita que o grande diferencial do rádio continua sendo a capacidade de criar conexão emocional com o público, agora potencializada pelas ferramentas digitais. “O rádio sempre teve proximidade, verdade e senso de comunidade. A tecnologia não substitui isso, ela amplia. Quando você junta emoção com distribuição inteligente, o alcance se torna muito maior”, completa.
Com uma operação que mistura entretenimento, música, vídeo, redes sociais e presença constante nas ruas, a FM O Dia se consolidou como um dos principais exemplos de transformação da comunicação popular brasileira, antecipando movimentos que hoje passaram a ser tratados pelo mercado como o futuro do rádio.
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