A Geração que estamos construindo
Hoje, escrevo a partir de minhas experiências de vida ao longo dos últimos 25 anos, do lugar de mãe, mulher, professora e orientadora educacional. Num dia em que o desânimo com a humanidade tenta me tomar, resisto com a esperança de que nós, pais temos a grande chance de interferir no que vem sendo anunciado para as gerações futuras.
A educação e a construção de valores (respeito, compaixão, ética, honestidade, empatia) para os filhos são uma responsabilidade dos pais.
Não usem a violência na educação, mas sejam firmes, estabeleçam limites, observem os comportamentos em casa e no grupo. Não sejam amigos dos filhos, mas sim, pais e mães.Estejam próximos, interessem-se verdadeiramente pelo que eles falam, ouvem, leem e assistem. Estabeleçam horários (almoço, jantar, lanche, filme juntos, passeio em família) para que realmente estejam juntos e possam conversar sobre o dia, sobre os amigos, sobre as relações, sobre a escola, o condomínio, a praia, as músicas, o namoro , drogas, sexo — sempre respeitando a idade e a maturidade. Estejam PRESENTES!
Não fragilizem seus filhos. Elogiar é muito importante, mas choque de realidade também é. Permitam que as frustrações aconteçam, que obstáculos apareçam, que a dor dos diferentes tipos de desconforto contribua para que eles amadureçam de maneira saudável, cheios de ferramentas para encararem as dificuldades que a vida real vai trazer e não terão ninguém pra proteger.
Temos a responsabilidade de criar adultos funcionais, que saibam se comunicar, resolver problemas, fazer as pazes, olhar para além do próprio umbigo, ter senso de comunidade – na família e, depois, na sociedade.
Não permitam o uso de celular. Proíbam as redes sociais até que tenham maturidade para compreender e lidar com todos os desafios que esse ambiente tão perigoso oferece. Fiscalizem o telefone, vasculhem tudo — menor de idade não tem direito à privacidade quando ainda precisa ser protegido.
Não valorizem o TER, mas o SER. Furem as bolhas e estimulem o convívio, o diálogo e o respeito a todas as pessoas, principalmente àquelas que considerem diferentes de vocês (orientação religiosa, política, sexual, classe, cor). Não existe mais espaço para intolerância e discursos de ódio!
Nossas crianças e adolescentes estão adoecendo, estão fragilizados, crescem sem conseguirem desenvolver habilidades básicas para o amadurecimento e o desenvolvimento da saúde emocional.
É preciso que os adultos envolvidos na formação desse ser humano se RESPONSABILIZEM!
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