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CNC: com jogos do Brasil à noite, bares e restaurantes são os grandes campeões da fase de grupo da Copa do Mundo 2026


Setor projeta faturamento recorde de R$ 2,42 bilhões, com torcida mais mobilizada com eventual bom desempenho da Seleção brasileira

Se a Copa do Mundo é a maior celebração do futebol, com milhares de pessoas indo aos estádios no México, Estados Unidos e Canadá, o setor de bares e restaurantes no Brasil promete fazer um golaço. Com a Seleção Brasileira em campo na busca pelo sexto título, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta que o segmento vai faturar R$ 2,42 bilhões durante o torneio — um salto de 15,7% em relação ao Mundial de 2022. Isso porque os jogos brasileiros na primeira fase são nas noites de sábado (13), sexta (19) e quarta-feira (24), e ficou mais fácil para o torcedor brasileiro fazer a festa fora de casa, em comparação a outras edições de Copas com jogos pela manhã ou pela tarde.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, comenta a sazonalidade da empolgação que toma conta de todo o País e leva as pessoas a viverem, juntas, a expectativa de uma conquista esportiva. “Além da recuperação da renda em comparação ao pós-pandemia de 2022 e do mercado de trabalho aquecido, o calendário desta edição joga a favor do comércio. Os três primeiros jogos da Seleção Brasileira ocorrem fora do horário comercial, o que torna cada noite uma oportunidade para quem estiver disposto a receber a empolgação do torcedor em seu estabelecimento. Do mesmo modo que o Natal para o comércio e o carnaval para o turismo, a Copa do Mundo dá a chance, a cada quatro anos, de o empresário se planejar e aproveitar a movimentação extra”, afirma Tadros.

O “Prêmio Copa” e o otimismo com a Seleção
Para além do impacto direto dos jogos ao longo dos 90 minutos de bola rolando, está consolidado o chamado “prêmio Copa”: o volume de receitas dos estabelecimentos em anos de Mundial cresce, em média, 5,4% a mais no bimestre junho-julho do que em períodos equivalentes sem torneio. Esse fenômeno ocorre porque a competição atua como um catalisador de frequência e elevação do tíquete médio.

“Um eventual bom desempenho da Seleção Brasileira é um motor interessante para a economia local. À medida que o Brasil avança nas fases do Mundial, a tendência é de um aumento proporcional na movimentação de clientes, consolidando o setor de alimentação fora do domicílio como um dos grandes pilares de injeção de recursos no varejo durante o evento”, confirma o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

A resiliência frente ao crédito
Apesar de o cenário econômico apresentar juros elevados – o que historicamente desestimula a compra de bens duráveis, como televisores –, o setor de bares e restaurantes se mantém blindado. Como explica Bentes, o perfil de consumo em comparação a outras Copas apresenta uma mudança causada pelo aperto monetário: “O brasileiro, diante do crédito mais caro para o parcelamento de longo prazo, prioriza a experiência imediata de lazer, em vez da compra parcelada de uma televisão, item tradicional para a ocasião, por exemplo. O faturamento de R$ 2,42 bilhões no setor de alimentação comprova que a Copa de 2026 será marcada pelo consumo de proximidade e pela valorização da gastronomia como espaço de torcida”.

Confira a análise completa aqui.

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