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Programa Potência Negra forma primeiras turmas dos cursos de qualificação



A Prefeitura de Niterói formou, nesta segunda-feira (29), as cinco primeiras turmas dos cursos de qualificação do Programa Potência Negra. O programa é coordenado pela Subsecretaria de Promoção de Igualdade Racial (Supir), da Secretaria Municipal de Direitos Humanos (SMDH), e funciona com um conjunto de projetos e iniciativas com objetivo de promover a geração de renda e emprego para a população negra. Nesta primeira etapa, 30 alunos receberam certificados.

A formatura encerra a programação do Novembro Negro, mês em que se celebra a Consciência Negra. Representando o prefeito Axel Grael na solenidade, a primeira-dama de Niterói, Christa Grael, afirmou que o Programa Potência Negra é uma forte ferramenta de inclusão e enfrentamento ao racismo. 

“Temos um grave cenário de desemprego no Brasil e, infelizmente, a maioria dos atingidos com esse problema é a população negra. Fico orgulhosa em ver que Niterói, mais uma vez, se coloca à frente com essa iniciativa, buscando parcerias com a sociedade civil para mudar essa triste realidade. Oferecer qualificação e inserção no mercado de trabalho abre um caminho de oportunidades para esses jovens e a possibilidade de um futuro melhor. Só assim vamos alcançar o sonho de uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou a primeira-dama, que também foi homenageada com o “Selo Acolhendo a Diversidade” pela atuação com o programa Niteroi Solidária.

O secretário de Direitos Humanos, Raphael Costa, destacou que as ações são pautadas em experiências já consolidadas.

“O Potência Negra é mais uma iniciativa que fortalece a gestão humana e consciente de Niterói. A equipe da Subsecretaria de Igualdade Racial está se pautando nos dados e em experiências exitosas em outros municípios, que abordam o problema de forma ampla e que impacte a vida das pessoas”, explicou o secretário.

O Programa possui um conjunto de ações e projetos articulados, baseados em quatro eixos: inserção da juventude no mundo de trabalho, cursos profissionalizantes, empreendedorismo negro e incentivo à diversidade no setor privado. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os negros representam 72,9% dos desempregados do país.

Os cursos foram realizados por meio de parcerias. Com o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) foi promovido o curso “treinamento da juventude para o mercado de trabalho”, com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) foram três cursos: “capacitação para MEI”, “controle de fluxo de caixa” e afro-empreendedorismo” e o curso “incubação de novos negócios” foi realizado em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc).

Os alunos certificados continuarão sendo acompanhados pela equipe da Supir para monitorar os impactos na renda e empregabilidade. A subsecretária de Igualdade Racial, Gloria Anselmo, reforçou a importância de programas voltados para a população negra.

“A formatura fecha com chave de ouro nossa programação do Novembro Negro. Não é apenas a conclusão de um curso ou a entrega de um certificado, mas a abertura de novos caminhos de oportunidades para jovens negros”, analisou Gloria.

Parceria com a UFF – Na última sexta-feira (26), a Secretaria de Direitos Humanos firmou parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF) em que alunos dos cursos de Direito, Serviço Social, Pedagogia e Relações Internacionais possam cumprir horas de estágio obrigatório nos núcleos de atendimento ao público da SMDH.

Além de contemplar os graduandos, o acordo também prevê a cooperação entre os programas de pós-graduação e extensão e permite que pesquisadores, professores e alunos dos Programas de Pós-graduação em Estudos Estratégicos (PPGEST), da Faculdade de Relações Internacionais, e o Programa de Educação sobre o Negro na Sociedade (Penesb), da Faculdade de Educação, contribuam nos programas de direitos humanos.

Segundo o secretário Raphael Costa, a integração entre prefeitura e universidade é positiva para todos, principalmente para a cidade.

“A participação de graduandos, professores e pesquisadores da UFF é muito importante para qualificar os serviços de defesa e proteção dos direitos humanos. O poder público ganha a contribuição da academia, os acadêmicos ganham um campo vasto de atuação, estudo e pesquisa e a sociedade se beneficia dessa parceria”, explica o secretário.

O reitor da Universidade Federal Fluminense, Antonio Claudio da Nóbrega, destaca que “diante de tantos casos de violações de direitos humanos nos últimos tempos, essa parceria é, de certa forma, uma resposta positiva e propositiva das instituições”.

A Secretaria, atualmente, possui três núcleos onde os alunos da UFF poderão estagiar. São eles: núcleos de atendimento às vítimas de racismo, à migrantes e refugiados e às vítimas de intolerância religiosa.

Foto: Divulgação SMDH

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