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Caiado defende reformas estruturantes, segurança jurídica e maior competitividade durante Agenda dos Presidenciáveis 2026


Pré-candidato à Presidência da República participou do encontro e apresentou propostas voltadas à redução do Custo Brasil e ao fortalecimento da competitividade nacional

O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) participou da Agenda dos Presidenciáveis 2026, promovida pelo Sistema CNC-Sesc-Senac, em Brasília, onde recebeu o documento que reúne as principais propostas do setor de comércio de bens, serviços e turismo para o próximo governo. Ao longo de sua apresentação, Caiado respondeu às perguntas elaboradas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), abordando temas considerados estratégicos para o setor produtivo, como infraestrutura, reforma administrativa, endividamento das empresas, mercado de trabalho, combate ao comércio ilegal e inserção do Brasil no comércio internacional.

Logo no início do discurso, o pré-candidato destacou sua relação com o Sistema Comércio durante sua gestão à frente do governo de Goiás e afirmou que a parceria com a Fecomércio-GO foi determinante para a implementação de ações nas áreas de turismo, cultura, eventos e qualificação profissional. Em seguida, defendeu que o Brasil aproveite melhor seu potencial econômico e natural, argumentando que o País reúne vantagens competitivas, mas perde espaço em razão da burocracia, da insegurança jurídica e da baixa competitividade.

Segundo Caiado, o ambiente institucional precisa oferecer previsibilidade para quem empreende. “O Brasil precisa enfrentar seus problemas com diagnóstico e soluções. Não podemos continuar perdendo competitividade enquanto temos todas as condições para liderar em tecnologia, energia e produção”, afirmou. Ele acrescentou que segurança jurídica é um dos pilares para ampliar investimentos privados.

Leia mais: Sistema Comércio apresenta Agenda dos Presidenciáveis 2026 e promove diálogo com o futuro do País

Infraestrutura, meio ambiente e energia

Ao responder à primeira pergunta da CNC, que tratou de infraestrutura, meio ambiente e energia e questionou quais seriam as prioridades de um eventual governo para reduzir custos logísticos e integrar rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e cabotagem diante do elevado Custo Brasil, estimado em cerca de 20% do PIB nacional, Caiado afirmou que o País investe muito pouco em infraestrutura. Como comparação, citou a expansão da malha ferroviária chinesa e disse que o Brasil precisa aumentar os investimentos e criar um ambiente de confiança para o setor privado.

Para ele, segurança jurídica, simplificação administrativa e redução da burocracia são condições essenciais para ampliar os investimentos e reduzir o Custo Brasil. O pré-candidato também afirmou que, caso eleito, encaminhará um conjunto de reformas logo no início do mandato. “No primeiro dia do governo apresentarei todas as reformas necessárias. É preciso reduzir gastos administrativos, diminuir o Custo Brasil e devolver confiança ao empresário para investir”, declarou.

Macroeconomia e endividamento

Na sequência, Caiado respondeu ao questionamento da CNC sobre macroeconomia. A entidade citou estudo segundo o qual uma reforma administrativa focada em eficiência estatal poderia gerar economia de R$ 330 bilhões em dez anos e perguntou quais medidas seriam adotadas por seu governo. Em resposta, o pré-candidato defendeu uma redução das despesas da máquina pública, afirmando que pretende promover cortes nos gastos administrativos e enfrentar desperdícios no setor público. “Vamos fazer corte na carne em relação aos gastos do governo federal”, disse.

Outro tema levado pela CNC ao debate foi o elevado endividamento das empresas brasileiras. A entidade destacou que o País possui mais de nove milhões de empresas inadimplentes, concentrando cerca de R$ 230 bilhões em dívidas, e perguntou quais políticas públicas seriam implementadas para reduzir esse cenário. Caiado relacionou o problema ao crescimento da dívida pública e defendeu responsabilidade fiscal, redução dos juros e reformas estruturantes como forma de melhorar o ambiente de negócios. Segundo ele, a recuperação da confiança na economia passa por uma gestão técnica do governo. “O País precisa diminuir o endividamento. Com responsabilidade fiscal e confiança será possível reduzir juros e criar um ambiente favorável para quem produz”, disse.

Leia a íntegra da Agenda dos Presidenciáveis aqui.

Geração de empregos e segurança jurídica

Ao tratar da geração de empregos, Caiado respondeu à pergunta da CNC sobre quais estratégias pretende adotar diante das transformações tecnológicas e das mudanças no mercado de trabalho para estimular empregos sustentáveis com segurança jurídica. O pré-candidato afirmou que a inovação tecnológica não deve ser vista como ameaça, mas como instrumento para aumentar a eficiência do Estado e da economia. Como exemplo, citou projetos desenvolvidos durante sua gestão em Goiás envolvendo inteligência artificial aplicada às áreas de segurança pública, saúde, meio ambiente e administração pública. Também defendeu a criação de um marco regulatório que incentive o desenvolvimento da inteligência artificial no Brasil e permita ampliar investimentos em tecnologia.

A segurança pública também ocupou parte importante do debate. Questionado pela CNC sobre quais medidas concretas adotaria para combater a pirataria, o contrabando e a falsificação, problemas que, segundo levantamento da entidade, provocam perdas anuais de R$ 179 bilhões ao varejo brasileiro, Caiado defendeu o fortalecimento do combate à receptação de mercadorias roubadas e o endurecimento das punições para organizações criminosas. O pré-candidato citou a experiência de Goiás no enfrentamento ao roubo de cargas e combustíveis, afirmando que a redução da criminalidade contribuiu para diminuir custos com seguros e ampliar a segurança para empresas e consumidores.

Telmo Ximenes Fotografia

Mercado internacional

Encerrando sua participação, Caiado respondeu ao questionamento da CNC sobre comércio exterior, que tratou da necessidade de ampliar a inserção do Brasil no mercado internacional e aumentar o valor agregado das exportações. O pré-candidato afirmou que o País perdeu capacidade de negociação diante das barreiras comerciais impostas por parceiros estratégicos. Segundo ele, os Estados Unidos, a China e a União Europeia passaram a adotar medidas que afetam a competitividade brasileira. “Hoje os americanos ameaçam com tarifas, a União Europeia estabelece novas restrições sanitárias e a China eleva tarifas. Onde está o Brasil nessa mesa de negociação?”, questionou.

Caiado defendeu uma atuação mais ativa do Itamaraty na defesa dos interesses nacionais e afirmou que o Brasil deve investir em inteligência artificial, minerais críticos, fertilizantes, biocombustíveis e pesquisa para agregar valor às exportações e reduzir a dependência da venda de commodities. Para o pré-candidato, o País precisa aproveitar melhor seu potencial produtivo e tecnológico para ampliar sua competitividade no cenário internacional.

Fotos: Telmo Ximenes

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