Zema defende redução do Custo Brasil e reformas estruturais em Agenda dos Presidenciáveis 2026
Pré-candidato à Presidência da República apresenta propostas para melhorar o ambiente de negócios e fortalecer o setor produtivo
O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) marcou presença na Agenda dos Presidenciáveis 2026, promovida pelo Sistema CNC-Sesc-Senac, iniciativa que envolveu lideranças empresariais e pré-candidatos ao Palácio do Planalto para debater propostas voltadas ao desenvolvimento do País. Durante o encontro, realizado em Brasília, Zema recebeu o documento com as prioridades do setor terciário, entregue pelo 2º vice-presidente da CNC e coordenador-geral das Câmaras do Comércio e Serviços da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Luiz Carlos Bohn, em nome do presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
A participação integra o ciclo de diálogos institucionais, promovido pela Confederação, que tem como objetivo apresentar aos postulantes à Presidência da República uma agenda estratégica para o comércio de bens, serviços e turismo.
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Ao iniciar sua participação, Zema falou sobre sua origem no comércio e sua experiência no varejo, enfatizando a relação direta com os desafios enfrentados pelos empresários brasileiros. “Venho de uma família de comerciantes e é onde eu me sinto em casa. Foi no comércio que eu nasci, cresci e aprendi a trabalhar”, afirmou.
Segundo ele, a vivência prática como empreendedor contribui para a compreensão dos entraves que impactam o ambiente de negócios no País.

Gestão pública e experiência em Minas Gerais
O pré-candidato resgatou sua experiência à frente do governo mineiro, ressaltando que assumiu o Estado em um contexto de desequilíbrio fiscal. De acordo com ele, a gestão foi pautada pela busca de eficiência administrativa, corte de despesas e atração de investimentos privados.
“Assumi um estado quebrado, atrasando salários e sem credibilidade. O caminho foi gestão, equipe técnica e responsabilidade com os recursos públicos”, esclareceu.
Entre os resultados mencionados, citou a redução de cargos na estrutura estadual, a ampliação de concessões em infraestrutura e a atração de investimentos que contribuíram para a geração de empregos e a retomada da atividade econômica.
Propostas para o Brasil
Durante a exposição, Zema apresentou três eixos de atuação que considera prioritários para o País:
Choque moral e ético – Voltado ao fortalecimento institucional e à segurança jurídica. “O Brasil precisa resgatar a credibilidade das instituições. Sem isso, não há confiança para investir”, explicou.
Choque fiscal e administrativo – Focado na redução de gastos públicos e aumento da eficiência estatal. “Quem produz e empreende hoje é penalizado por juros altos e por uma máquina pública ineficiente”, observou.
Choque na segurança pública – Direcionado ao enfrentamento do crime organizado. “Sem segurança, não há desenvolvimento. É preciso aumentar o custo do crime no Brasil”, disse.
Custo Brasil e infraestrutura
Na rodada de perguntas do setor produtivo, Romeu Zema falou do peso do chamado Custo Brasil – estimado em cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) – como um dos principais entraves ao crescimento econômico.
“Todo empreendedor no Brasil começa o dia com uma desvantagem enorme. São juros altos, burocracia e insegurança jurídica que travam o crescimento”, avaliou.
Segundo ele, fatores como juros elevados, sistema tributário complexo, insegurança jurídica e limitações na legislação trabalhista impactam diretamente a competitividade das empresas. O pré-candidato defendeu investimentos em infraestrutura e ressaltou a importância das concessões como instrumento para ampliar a capacidade logística do País.

Macroeconomia e eficiência do Estado
Ao tratar do tema macroeconômico, Zema pontuou a necessidade de uma reforma administrativa com foco no aumento da produtividade do setor público.
“É possível fazer mais com menos, utilizando tecnologia e melhorando a gestão. O setor público precisa acompanhar essa evolução”, defendeu.
Para ele, o ganho de eficiência pode contribuir para a redução da carga tributária, beneficiando diretamente o setor produtivo e estimulando novos investimentos.
Ambiente de negócios e endividamento das empresas
O pré-candidato também tratou do elevado nível de endividamento das empresas brasileiras, reforçando que a solução envolve a melhoria estrutural do ambiente de negócios.
“O problema está na origem: juros elevados, burocracia e custos excessivos. É isso que precisa ser corrigido para evitar que empresas cheguem a essa situação”, salientou.
Além disso, defendeu a importância de mecanismos que facilitem a renegociação de dívidas, especialmente para empresas que enfrentam dificuldades conjunturais.
Mercado de trabalho e qualificação
No campo social e trabalhista, Zema enfatizou a necessidade de ampliar a qualificação profissional e fortalecer o ensino técnico como forma de atender às demandas do mercado de trabalho.
Segundo ele, políticas públicas devem estimular a formalização e reduzir distorções que afetam a empregabilidade. “Nós precisamos qualificar melhor a mão de obra e criar oportunidades dentro do mercado formal”, disse.
Ele citou ainda iniciativas implementadas em Minas Gerais voltadas à formação profissional, com estímulo à participação do setor privado na oferta de cursos técnicos.
Combate à pirataria e à informalidade
Ao tratar do combate à ilegalidade, o pré-candidato observou os impactos da pirataria, do contrabando e da informalidade no comércio e na arrecadação pública.
“O Brasil precisa inverter essa lógica em que quem trabalha corretamente é penalizado e quem atua na ilegalidade acaba sendo beneficiado”, ressaltou.
Zema defendeu o fortalecimento da fiscalização nas fronteiras e a atuação integrada de órgãos federais para coibir práticas ilícitas que prejudicam a concorrência e o ambiente de negócios.
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