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Niterói decreta luto de três dias pela morte de Gilson Cantarino



Faleceu no fim da tarde desta quinta-feira (21), aos 71 anos, o médico Gilson Cantarino O’Dwyer. Ex-secretário municipal e estadual de Saúde, Cantarino foi responsável pela implantação do programa Médico de Família em Niterói.

A morte do sanitarista repercutiu na cidade. O prefeito de Niterói, Axel Grael, decretou luto oficial de três dias. Em outro decreto, o prefeito decidiu que o Hospital Oceânico, primeira unidade de saúde do Rio de Janeiro, exclusiva para atendimento à Covid-19, será nomeado Hospital Dr. Gilson Cantarino, em homenagem ao médico.

“Sempre tive e terei muito respeito ao Dr. Gilson, pela sua história de contribuições para as políticas públicas de saúde e por todo legado que construiu ao longo da carreira. Além de acompanhar com admiração a sua trajetória, tive a sorte de trabalhar diretamente com o Gilson quando fui presidente da FEEMA e ele secretário estadual de Saúde. Fizemos boas coisas em vários temas, em particular, na agenda do enfrentamento aos agrotóxicos, quando presidimos juntos o Conselho Estadual de Agrotóxicos. Desejo que descanse em paz. Toda a nossa solidariedade e condolências à família”, lamentou o prefeito de Niterói, Axel Grael.

Nascido em Niterói, Gilson Cantarino, formou-se médico pela Universidade Federal Fluminense, na turma de 1975. Médico concursado do Ministério da Saúde e da Fundação Municipal de Saúde de Niterói, assumiu em 1984 a Secretaria Executiva do Projeto Niterói, pioneiro nas Ações Integradas de Saúde e responsável pela formulação de um novo modelo de assistência à saúde da população. Foi secretário de Saúde de Niterói de 1989 a 1999, onde foi pioneiro na implantação no Brasil do Modelo Médico de Família. Em 1999 assumiu o cargo de secretário de Estado de Saúde do Rio de Janeiro onde permaneceu até 2002. Presidiu os Conselhos Estadual e Municipal de Secretários Municipais de Saúde, recebeu diversas comendas, destacando-se a do Mérito Médico da República Federativa do Brasil, a mais alta condecoração da saúde no País. Gilson Cantarino deixa esposa, filhos e netos.

Nas redes sociais, amigos, médicos e políticos, lamentaram a morte de Gilson Cantarino. Para o secretário de Saúde de Niterói, Rodrigo de Oliveira, a trajetória de Cantarino “se confunde com a história e consolidação do Sistema Único de Saúde em Niterói e no Brasil.” O deputado estadual Waldeck Carneiro considera que Gilson é um expoente da valorosa escola sanitarista do RJ. “Gestor comprometido com a saúde pública e a garantia do direito constitucional à saúde, grande defensor do SUS (que ajudou a criar), homem correto e digno.

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