Adeus emocionante na COVIG da Ana Eppinghaus

Após 31 anos trabalhando na COVIG (Coordenação de Vigilância Epidemiológica) da Fundação Municipal de Saúde de Niterói, sendo os últimos 25 deles atuando como coordenadora de Vigilância em Saúde, Ana Eppinghaus irá se aposentar. Na última quarta-feira (02) ela foi homenageada pelos seus serviços prestados com direito a flores e o reconhecimento por tanto ter contribuído para a rede municipal de saúde de Niterói.
“Ninguém passa trinta anos em um lugar se ela não tem muita coisa para construir dentro dela. Com pessoas e histórias que passaram contigo, por epidemias e pandemias, por tudo. Tantas coisas que ao longo desses trinta anos você foi recriando e repensando, olhando com um novo olhar. Ana, muito obrigado por tudo que você fez, parabéns pelo seu legado, tenho certeza que você vai deixar muita saudade”, afirmou a secretária de Saúde, Ilza Fellows.
“Eu entrei aqui em 1995 para colaborar no programa de IST/AIDS, as infecções sexualmente transmissíveis e HIV/AIDS. Assumi em 97 a chefia do programa e em 2001, quando, coordenadora antiga foi trabalhar no Ministério da Saúde, eu assumi a coordenação de vigilância à saúde”, explica Ana Eppinghaus.
Ela afirma que não será fácil se acostumar a não estar mais no local onde passou boa parte da sua vida. “Eu vou morrer de saudades. Quando você é chefe, você trabalha diariamente, né? Não tem folga. Então, eu estava aqui de 8h às 17h. Aprendi muito e tenho muito a agradecer, porque aprendo até hoje”.
Ela garante que a pandemia de Covid-19 foi o momento mais desafiador desses 31 anos de carreira. “A gente trabalhou com o medo, trabalhou aprendendo, porque era um um vírus que nunca tinha circulado, ninguém conhecia e uma característica que ajudou na transmissão, era que ele começava a ser transmitido antes de a pessoa apresentar sintomas e isso foi terrível, porque a pessoa não estava sabendo e já estava transmitindo. Isso facilitou a transmissão e a gente teve que correr atrás. Tivemos muitos problemas com a gestão do Ministério da Saúde da época, enfim, mas nós enfrentamos”, revela.
Ela fez questão de elogiar a gestão municipal durante esse período difícil. “O prefeito (Rodrigo Neves) foi muito proativo, ele se cercou da ciência, através de consultores adequados, né? Pessoas especialistas em suas áreas, e também executou o que deveria executar. Nós fazíamos vigilância do vírus nas áreas de esgoto, nós fizemos testagens adequadas, nós fizemos vacinação, né? Quando chegou a vacina começamos, fomos para cima, vacinamos a população três vezes”, relembra.
Por fim, Ana não esconde a gratidão por todos esses anos. “Tenho que agradecer a todos os profissionais de saúde dessa rede. São pessoas que não fogem à luta. Para todas as epidemias e pandemias, o profissional de saúde de Niterói, não só da vigilância, da assistência também, vai para cima dos problemas”, elogia.
Ainda com alguns meses para cumprir, antes de se aposentar de fato. Ana vai trabalhar na Fundação Estatal de Saúde (FeSaúde). “Fui convidada, aceitei o desafio, estou muito animada, vou trabalhar lá na área de informação, de inovação, e vou continuar contribuindo com a saúde de Niterói, tá? Então vou continuar na área. (Risos) Agradeço muito. Tenho muito a agradecer ao prefeito Rodrigo Neves, aos prefeitos anteriores também, mas especialmente a ele”, finaliza.
Nova coordenadora
Enfermeira de formação, com mestrado e doutorado em Saúde Coletiva no Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), além da experiência na Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Fernanda Rodrigues é a nova coordenadora de Vigilância em Saúde.
“É uma área central para a assistência à saúde das pessoas. É com base na vigilância que a gente consegue olhar onde tem que alocar os melhores recursos humanos e físicos. Então, a partir dos dados coletados, nós conseguimos olhar para a situação de saúde do território. Nesse momento, com o avanço tecnológico, é importante estar integrado com as outras áreas, como a de atenção primária à saúde e a hospitalar, para poder dar respostas ágeis às demandas de saúde da população. Será um desafio assumir a coordenação nesse contexto de avançar com a vigilância para poder dar respostas oportunas à saúde da população. Estou muito feliz com essa oportunidade de estar aqui, construindo coletivamente, revela.
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