Professora e doutoranda da UFF são indicadas ao Prêmio Mulheres Raras 2026
Arte de divulgação da indicação de Patrícia Saldanha e Mayka Lois ao Prêmio Mulheres Raras 2026
A professora do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano (PPGMC) da UFF, Patrícia Saldanha, e a doutoranda Maika Lois, discente do mesmo programa, foram indicadas ao Prêmio Mulheres Raras 2026. O prêmio, que está em sua 7ª edição, é realizado pelo Instituto Vidas Raras e homenageia mulheres com doenças raras, profissionais dedicadas ao tema e cuidadoras familiares que atuam na defesa da visibilidade, inclusão e garantia de direitos dessa população. A cerimônia de premiação acontecerá na próxima sexta-feira (22), às 17h30, em São Paulo.
A iniciativa tem como objetivo destacar a realidade enfrentada por mulheres com doenças raras, que são frequentemente marcadas pelo desamparo e pela sobrecarga. Segundo pesquisa do Instituto Baresi, 72% das mulheres com doenças raras, deficiência ou mães de pessoas nessas condições são abandonadas pelos companheiros ou familiares. Em contraste, homens nessas mesmas situações costumam ser cuidados por mães, esposas ou filhas.
Indicada na categoria “Educadora Rara”, a nomeação de Saldanha é fruto do reconhecimento do impacto da Plataforma Saúdes Raras — projeto idealizado por ela e vinculado ao Laboratório de Investigação em Comunicação Comunitária e Publicidade Social (LACCOPS) do PPGMC — programa que viabilizou a implementação da primeira cota nos processos seletivos de mestrado e doutorado. A iniciativa levantou o debate que contribui com a visibilidade da causa.
Para a professora, a indicação ao prêmio ressalta a importância do trabalho desenvolvido pela plataforma Saúdes Raras. “A nomeação do nosso projeto cumpre um papel social relevante ao colocar em destaque uma causa que afeta mais de 16 milhões de brasileiros. Na América Latina, são quase 50 milhões de pessoas, e no mundo, o número representa mais de 350 milhões. Por isso, iniciativas como a do Instituto Vidas Raras nos ajudam a continuar avançando no propósito de conquistar os espaços de forma digna”, afirma.
A discente Maika Lois, primeira pessoa com uma doença rara a ingressar na pós-graduação por meio da política de cotas criada pelo PPGMC/UFF, também está concorrendo ao prêmio na categoria “Redes Sociais”. A nomeação reflete o trabalho de divulgação científica e conscientização sobre doenças raras desenvolvido nas plataformas digitais, em que sua atuação possibilitou a ampliação da visibilidade sobre esta causa, contribuindo para o combate à desinformação.
Saldanha ressalta que, mais importante do que o prêmio, a indicação possibilita a oportunidade de aumentar a visibilidade da causa. “Acredito que o maior prêmio possível para o universo raro é dar destaque a esse sofrimento coletivo e promover a sensibilização e mobilização da população para o avanço de políticas públicas”, conclui.
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